segunda-feira, 25 de julho de 2016

Blecaute já!

Uma pesquisa sobre os hábitos de uso da internet através do smartphone identificou que 48% das pessoas usam antes de dormir. Isso significa que muito provavelmente fazem isso na cama.

Num mundo estressado como o nosso, de corre-corre, muito provavelmente é o momento em que se tem para se atualizar. Porque acordou e correu pra se arrumar para o trabalho sem se atrasar, almoçou rápido, voltou pra casa, deu atenção aos filhos e os pôs pra dormir. Pronto. Agora é a hora de se atualizar e interagir socialmente com os amigos.

Ok, ok. Tudo está certo e normal... se você é solteiro e/ou mora sozinho. Então, relaxa e tira uma onda com os amigos.

Mas se você é casado(a), você pode interagir com sua esposa ou com seu marido. Talvez ele(a) também tenha corrido muito, e queria saber mais sobre o seu dia do que quem está do outro lado da pequena tela. Talvez ele(a) queira trocar as ideias e as impressões do dia com você. Ou talvez esteja passando por um momento difícil, se sentindo sozinho(a)... e não queira te contar isso através da tela de um celular.

Essas coisas estão matando a gente aos poucos. Talvez aconteça de você ter uma rara oportunidade em que consegue sair sozinho(a) com sua esposa ou marido, e quando se dê conta, enquanto você dirige, o outro não desgruda do celular. Você se pergunta: o que está acontecendo conosco? ...O que está acontecendo com o mundo?

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A difícil tarefa de amar


De perto, de perto mesmo, todos nós somos insuportáveis.
É por isso mesmo que para tantas pessoas o silêncio ou a solidão pode se tornar uma tarefa igualmente insuportável.
Isso só não ocorre quando há amor, porque o amor suporta todas as coisas. Ainda que seja o amor próprio.

Em algumas circunstâncias, é possível encontrar quem também se envolva de amor para também nos suportar. Alguém que consiga, com as lentes do amor, perceber nossas maiores virtudes; admirar aspectos em nossa personalidade que nós nem sabíamos que existiam.

Quando isso ocorre, a pessoa encontra vontade, desejo e força para assumir uma responsabilidade das mais difíceis: ficar ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-nos e respeitando-nos.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Apologia ao individualismo

Hoje só se fala em coletividade, em diversidade, em aceitação e tolerância.
Quem resolver falar sobre individualidade corre o risco de falar sozinho.

Aí vem a tecnologia nos dominar, exigindo uma interação marcada pelo imediatismo.
A sensação dominante é de que nosso valor depende do número de visualizações, curtidas e compartilhadas obtidos.
E mesmo assim, se conseguirmos ou não, dentro de mais alguns minutos isso já não terá importância, porque outras coisas já serão mais interessantes.

Isso não nos tira do sério? Não nos deixa transbordando com tanto vazio?
Quando foi que a necessidade de aceitação social nos dispositivos eletrônicos tornou-se mais importante do que vestir-se e comer? Em todos os lugares, em todas as circunstâncias?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O sol brilha outra vez

E o sol volta a brilhar. Pois não importa o quanto a tempestade dure, ela não é para sempre.

Vivamos o dia de hoje como se fosse o primeiro e o último de nossas vidas. Sejamos atenciosos com as pessoas ao nosso redor como se nossas próprias vidas dependesse do que elas têm para nos oferecer.

A vida é cheia de surpresas. O que temos hoje, não importa o quanto tenha se repetido até então, pode já não nos ser oferecido amanhã. Porque as tempestades não são para sempre, mas o sol também não.

sábado, 4 de abril de 2015

O inferno são os outros

Ainda quando era estudante primário, me lembro de conhecer uma dinâmica onde eram postos uma série de estereótipos num contexto onde haveria uma explosão fatal e existiria um abrigo onde nem todos poderiam entrar, e caberia a você escolher quem poderia ou não entrar. Talvez houvesse um político, um negro, um obeso, um idoso, um pedófilo, um homossexual, um argentino. E aí, você não poderia salvar todos, mas teria que escolher três e dizer por que os escolheu.

Essa dinâmica não é fácil, pois não existe opção certa e não existe opção errada. O que existe é o fato de que você fará escolhas baseada em seus próprios critérios e que não poderá fugir dos seus preconceitos. É isso, ou deixar que todos morram.

Mas o fato é que no dia a dia, mesmo muito longe dessa dinâmica de grupo, estamos o tempo todo fazendo nossas escolhas. Sempre que possível, escolhemos com quem queremos conviver.

Não obstante a isso, alguns sobreviventes teremos que aturar. Aquele colega de trabalho, aquele vizinho, aquele primo... Ou vamos ter que aturá-los no abrigo ou então saímos nós e nos rendemos à destruição, fugindo a vida inteira.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Aproveitando o dia

Não tenho muitas certezas na vida.
E quanto mais vivo, mais me dou conta do quão frágil é a vil existência.

Ninguém é igual a ninguém.
Com isso, vem a percepção de que alguns se julgam mais ou menos afortunadas do que outras.

Particularmente, acho temerário agradecer ao Criador, ou ao cosmos, ou até mesmo ao acaso, por se ter nascido saudável, enquanto outros não; por se ter o que comer, enquanto outros não… Como se umas pessoas fossem mais merecedoras do que outras.

Nenhum de nós sabe o dia de amanhã, e tudo o que se tem hoje pode nos ser tirado da noite para o dia, como se nunca tivéssemos tido. Num desses ocasos da vida, em que tudo muda.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Acabou?

Eu não sei como te dizer, mas... acabou.
O amor que tive por você, foi eterno enquanto durou
Fui explosivo mas sufocou
sem oxigênio, sufocou.

O que resta agora
Além do amor de outrora?
Respeito, desejo de realizações, felicidade
Que volte a se apaixonar
A se encantar com outro alguém

Quanto a mim, sigo em frente
Buscando outra que me tente
Me faça homem, se deleite como mulher
Conquiste-me por inteiro como um dia você fez