sábado, 15 de fevereiro de 2014

As Desavenças

Conflitos, discórdias, desavenças… tudo isso possui um propósito sagrado em nossas vidas. Só assim podemos nos dar conta do quanto somos finitos, limitados. Não importa o quão puras sejam as nossas intenções, ou quão absolutas sejam as nossas convicções. Em algumas circunstâncias, isso não fará nenhuma diferença.


Devemos nos vigiar para não afundarmos no mais profundo sentimento de frustração. Resistamos à tentação de olhar a situação de perto, da forma mais fácil, e analisemos o panorama geral. Temos nossas razões, os outros igualmente as têm. Temos nossos sentimentos, os outros igualmente as têm.

O direito de falar não se sobrepõe ao dever de ouvir, só assim a comunicação é possível. E em muitas circunstâncias, infelizmente, você aceitará ouvir e buscará a oportunidade para falar. E, caso consiga falar, isso não será garantia nenhuma de que quem escuta está disposto a, ao menos, considerar suas ideias, ou se está sendo apenas educado.

A agressividade é um forte sintoma de quem está sem argumentos, mas não aceita ter sua ideia questionada. Fuja dessas situações, pois qualquer tentativa será inútil. Não perca seu tempo quando o diálogo não existe. Gaste sua energia no que vale à pena.

Se estamos acostumados a considerar que errar é humano, estejamos preparados a aceitar com naturalidade também esta faceta das relações humanas - a impossibilidade da comunicação em determinadas circunstâncias. Tudo isso é normal, você também está sujeito a cometer excessos, mais ou menos vezes do que os demais. Respeite a inteligência emocional alheia como deseja que respeitem a sua.

Quando é difícil e doloroso ligar com isso tudo, não há outra saída senão pôr a questão nas mãos do único que é todo-poderoso. Esta é uma forma de reconhecer nossas limitações e exercitar nossa humildade - ainda que na marra! Pois, como se diz por aí, “o que não tem solução, resolvido está”.
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