domingo, 16 de março de 2014

O Foco da Felicidade e o Exercício da Temperança

Uma das sete virtudes capitais é a temperança. A palavra é pouco utilizada, mas seu significado é abrangente e valioso. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, essa virtude "modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados". Em outras palavras, a temperança é a virtude que nos permite dar as coisas e as pessoas a medida certa de valor que elas devem receber.

O dinheiro é um recurso em nossas vidas que nos permite lançar mão de outros recursos que nos ajudam a obter dignidade e conforto. Para obtê-los, aprendemos a trabalhar com responsabilidade, e com eles construímos nosso lar.

Mas o lar é feito de muitas outras coisas, sobretudo os laços de amor, que devem persistir mesmo quando a surge uma ventania. Esse amor, no final das contas, é o verdadeiro valor, a motivação maior para que se construa um trabalho decente e se consiga um salário honesto. Quem tem esse amor, não se perde no caminho para essas duas construções.

Quando perdemos o foco, aquilo que é um recurso, um meio (ainda que importante), tende a nos tirar o sono e até nos impedir de ver as coisas mais importantes, as coisas essenciais que estão ao nosso redor e que são os verdadeiros valores. Uma esposa, os filhos, uma história construída e um futuro cheio de potencial.

Quando a gente persevera no amor, o amor contagia tudo ao redor. O amor faz crescer, enriquece a disposição, gera novas ideias e encontra caminhos. Porque o amor é mais forte do que a morte. E se pode com a morte, o que mais poderá vencê-lo?

Permaneçamos sempre no amor. Na paciência do amor. No abrigo do amor. E Ele permanecerá em nós.
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