terça-feira, 22 de setembro de 2015

Apologia ao individualismo

Hoje só se fala em coletividade, em diversidade, em aceitação e tolerância.
Quem resolver falar sobre individualidade corre o risco de falar sozinho.

Aí vem a tecnologia nos dominar, exigindo uma interação marcada pelo imediatismo.
A sensação dominante é de que nosso valor depende do número de visualizações, curtidas e compartilhadas obtidos.
E mesmo assim, se conseguirmos ou não, dentro de mais alguns minutos isso já não terá importância, porque outras coisas já serão mais interessantes.

Isso não nos tira do sério? Não nos deixa transbordando com tanto vazio?
Quando foi que a necessidade de aceitação social nos dispositivos eletrônicos tornou-se mais importante do que vestir-se e comer? Em todos os lugares, em todas as circunstâncias?